Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 1/2) - Blog Raffcom
 Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 1/2)

Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 1/2)

A melhor forma de potencializar uma ideia e vendê-la para o consumidor é através de uma boa história. Nos tempos modernos da comunicação, a utilização do storytelling tem sido cada vez mais frequente.

Usada como um valioso recurso, o storytelling faz aquilo que os contadores de histórias já faziam há muito tempo: contar histórias com o objetivo de transmitir uma mensagem e entreter o público.

Trata-se de um grande desafio, pois, alimentar a imaginação do público com um bom conto não é tarefa fácil. No âmbito da comunicação esta arte já virou metodologia e tornou-se parte do processo criativo.

Seja através da utilização de arquétipos, personas ou do tradicional “era uma vez…”, as histórias ganham forma e propósito, dando às marcas mais chances de engajar sua audiência.

As técnicas que um storyteller pode utilizar para entregar aquela baita história são muitas. Porém, vamos trabalhar e debater brevemente sobre duas que são bastante utilizadas: os arquétipos e a jornada do herói.

Os arquétipos de Jung

Nesta primeira parte abordaremos os arquétipos de Jung. Parece até um assunto chato, mas a compreensão dessa ferramenta é fundamental para a criação de uma boa história e de um bom personagem.

Um arquétipo faz parte da psicologia analítica, matéria que você estuda no início da faculdade e não presta muita atenção achando que nunca vai precisar. Nela é estudado também o inconsciente coletivo, que nada mais é do que uma parte da nossa mente que é igual para todos, mas age de forma diferente e não tem nada de concreto, entendeu?

estrutura psique arquetipos jung - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 1/2)

Simplificando, os arquétipos fazem parte do inconsciente coletivo e provêm de uma herança ancestral que moldam a nossa personalidade, nossa opinião e nossa visão sobre as características humanas.

Existem milhares de arquétipos, mas, dentre os mais utilizados para criar uma história ou moldar a personalidade humana, podemos citar: o herói, o mestre e discípulo, o fora-da-lei, o explorador, o amante e o governante. Além destes existem aqueles que moldam situações diversas, tal como o exemplo da família perfeita no café da manhã.

nao existe mau aluno existe mau professor storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 1/2)

Quem nunca quis ter a coragem do Daniel San em Karatê Kid ou ser um Jedi fanfarrão? Estes são alguns exemplos clássicos de discípulos que viram heróis ou vilões. No caso de Karatê Kid, por exemplo, o personagem de Daniel San foi moldado por diversos arquétipos, e é assim que funcionam os arquétipos de Jung.

Eles te ajudam a contar uma história agregando características e personalidades aos personagens. Quer entender como isso tudo funciona na propaganda? Veja o exemplo abaixo de um arquétipo que envolve a representação da família.

Margarina Qualy | Família Skype – EP 01 | Sadia

De acordo com Martins (1995), o arquétipo que melhor identifica este comercial é o de Cenas do Cotidiano, visto que existe a representação de uma família aparentemente tradicional numa cena típica de café da manhã. Outro arquétipo que também pode ser percebido é o da personagem da mãe, a qual representa a grande-mãe, a dona de casa, cheia de responsabilidades.

Sinceramente esse tipo de propaganda já não apresenta o mesmo resultado que antes. Ou vai dizer que você ainda gosta de comercial de margarina? O comercial que apresenta a família perfeita onde nada de extraordinário acontece? A menos, é claro, que seja a família Buscapé tomando café da manhã, aí sim vai chamar sua atenção.

Na segunda parte deste tema iremos abordar a Jornada do Herói, um recurso clássico na criação de uma boa história e também de um bom personagem. Mas antes de encerrar esta primeira parte, lembre-se sempre que o propósito de uma boa história na propaganda é prender a atenção da sua audiência e estabelecer uma conversa entre público e marca, podendo tornar sua ação muito mais efetiva, o que geralmente acontece.

Mas para isso realmente acontecer, é necessário muito tempo, dedicação e promover em seu brainstorming a fuga das ideias clichês. Você deve ir além dos comerciais de margarina e mostrar algo que seja realmente extraordinário.

Até a próxima!

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André Weidgnenant Diretor de Criação

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