Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2) - Blog Raffcom
 Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

Na primeira parte desse texto, explicamos os arquétipos e a importância dessa ferramenta para a criação de uma boa história e de um bom personagem. Agora é hora de explicar o conceito da Jornada do Herói, que serve de espinha dorsal para inúmeras obras da ficção e não ficção.

Lançado em 1949, com o livro “O herói de mil faces”, o conceito da Jornada do Herói é resultado de um trabalho longo e minucioso, que buscava compreender a estrutura de mitos, lendas, fábulas e histórias modernas.

Criado por Joseph Campbell, estudioso norte-americano de mitologia e religião comparada, o estudo seria como um passo a passo do percurso de transformação do homem comum em herói, com todas as provações que surgem no meio do caminho.

É importante destacar que nem toda história se encaixa neste modelo e que há histórias que se encaixam, mas que não contém todas as etapas da jornada.

Os 12 estágios da Jornada do Herói

A Jornada do Herói não precisa, necessariamente, de um humano para sustentar o papel principal. Ela pode ser protagonizada por um animal, uma figura mitológica e até mesmo um grupo inteiro de pessoas.

O importante é que ele tem de atravessar 12 passos principais, que o levarão ao final da história, com a resolução de todos os problemas.

1. Mundo Comum

mundo comum storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

O mundo normal do herói antes da história começar. O enredo apenas apresenta o dia a dia do protagonista que pode, ou não, desejar mudanças neste lugar onde vive.

2. O Chamado à Aventura

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Alterando o cotidiano anteriormente apresentado, um problema é revelado ao herói. Pode ser um desafio ou uma aventura, do qual ele é convidado a participar ou se vê obrigado a resolver.

3. Recusa do Chamado

recusa ao chamado storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

Embora saiba que não pode ignorar o chamado, o herói recusa ou demora a aceitar o desafio ou aventura. Geralmente porque tem medo do desconhecido.

4. Encontro com o mentor

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Em meio às dúvidas, o herói encontra um mentor que o faz aceitar o chamado, informando-o e treinando-o para enfrentar sua aventura.

5. Travessia do Primeiro Portal

travessia do primeiro portal storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

Aqui é onde normalmente acaba o primeiro ato da história e inicia-se o segundo. O herói deixa para trás tudo o que conhece e adentra em um mundo especial ou mágico, sem volta.

6. Provações, aliados e inimigos

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O herói enfrenta testes, encontra aliados e enfrenta inimigos, de forma que aprende as regras do mundo especial.

7. Aproximação do objetivo

aproximação storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

A tensão aumenta e o herói se vê diante das “portas que o levarão até o seu objetivo”. Neste momento, é preciso se preparar, planejar e enganar os guardas do vilão.

8. Provação

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Este é o ápice da aventura, onde o herói tem de enfrentar o desafio principal, em um ato de vida ou morte.

9. Conquista da Recompensa

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Ao sobreviver à morte ou derrotar o vilão, o herói se apossa do objetivo que veio buscar desde o início da aventura.

10. O Caminho de Volta

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Aqui é onde se inicia o terceiro ato e o herói deve voltar para o seu mundo comum.

11. Ressurreição

ressurreição storytelling - Como contar histórias com a arte do Storytelling (Parte 2/2)

Nesta parte aparecem as tramas inacabadas e, mais uma vez, o herói deve enfrentar uma situação de vida ou morte antes de estar realmente pronto para voltar para casa.

12. Retorno transformado

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O herói já não é mais o mesmo e volta para o seu mundo com alguma relíquia em mãos, seja um tesouro ou uma experiência que pode ser útil à comunidade onde vive.

A jornada do herói possui as etapas que você julgar essenciais

Conhecer a Jornada do Herói é essencial para qualquer escritor e roteirista, mas isso não significa que você é obrigado a utilizá-la.

Para Christopher Vogler, em seu livro A Jornada do Escritor: Estrutura Mítica para Escritores, “a Jornada do Herói é uma armação, um esqueleto, que deve ser preenchido com os detalhes e surpresas de cada história individual. A estrutura não deve chamar a atenção, nem deve ser seguida com rigidez demais.

A ordem dos estágios que citamos aqui é apenas uma das variações possíveis. Alguns podem ser eliminados, outros podem ser acrescentados. Podem ser embaralhados. Nada disso faz com que percam seu poder. Os valores da Jornada do Herói é que são importantes”.

Aproveite que chegou até aqui, e conte pra gente o que achou do post. E, caso tenha ficado com dúvidas ou queira fazer alguma ressalva, deixe o seu comentário.

Até a próxima!

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