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 O que é UX Design?

O que é UX Design?

A área de UX design não é nova, mas sua importância como departamento distinto vem aumentando com o aparecimento de novas tecnologias. O User Experience Design – ou design da experiência do usuário – se preocupa com o ponto de contato de um produto/serviço, com as pessoas. Este produto/serviço pode ser um website, um aplicativo, uma máquina, um dispositivo móvel, ponto de venda, entre outras plataformas de interação.

Definindo de maneira simplificada

UX Design é a ciência que pensa exclusivamente na relação de um produto com o usuário, buscando torná-la mais natural e simples.

A Pronúncia

A sigla de origem norte-americana é formada pelas letras U e X e se pronuncia iu-éks. Já na palavra Design, o sufixo ‘er’ acrescentado ao final da palavra, transforma a área no profissional. Desta forma, UX designer está para advogado, como UX design está para direito.

De onde o UX Design veio e para onde vai?

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A diferença de UX Design e UI Design

“UX e UI não são a mesma coisa?”

O UX designer tem como principal desafio compreender os anseios do usuário para desenvolver formas de interação que alcancem o máximo de satisfação. Vários fatores são responsáveis pela percepção final do usuário, mas o mais comum é a interface. Por este motivo, é muito comum confundir UI design (design de interface do usuário), com UX design.

Vamos então, começar do início. A interface é o que pode ser compreendido pelo usuário, é a lógica visual de um sistema.

Podemos tomar como exemplo o Windows, uma interface gráfica que permite uma interação usuário x computador muito mais facilitada. Para desenvolver esta interface, foi necessário o trabalho de um UI designer, que criou os elementos que a compõe (como as janelas ou o botão iniciar).

Mas, as interfaces não se limitam ao ambiente virtual, podendo ser também táteis. Ex:. Telas, botões, textos, imagens, etc.

Portanto, o UI design faz parte dos elementos que compõem o UX designPara melhor compreender a aplicação destes termos, pode-se tomar como exemplo um e-commerce que vende camisetas. Neste caso, o UI designer irá desenvolver as telas do website de maneira que os elementos gráficos facilitem a navegação do usuário.

Já a experiência do usuário (UX), vai abranger todos os pontos de contato com este e-commerce. Desde o anúncio que o levou até o website, até a embalagem em que a camiseta foi entregue, o produto em si, o atendimento por telefone, as interações nas redes sociais da marca, entre outros elementos. A experiência, neste caso, inclui valores afetivos que compõem a percepção do usuário, em relação à marca.

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Onde o UX Design é aplicado e para que serve?

A aplicação do UX Design pode ser feita com qualquer marca, produto ou serviço, uma vez que se baseia em interações humanas. Essas interações podem ser feitas com um sistema, website, loja, atendimento telefônico ou painel de controle.

É fato que a experiência do usuário com uma marca, produto ou serviço, é muito pessoal e cada pessoa percebe a interação de uma maneira diferente. Assim, o UX Designer trabalha para atingir positivamente o maior número de pessoas possíveis, com base em pesquisas e testes constantes.

É fato que…

Uma empresa que consegue causar uma percepção positiva em seus consumidores, potencializa todo o investimento em desenvolvimento e comunicação. E, quando o usuário tem um relacionamento com uma marca baseado em boas experiências, isso aumenta exponencialmente o valor percebido dos produtos e serviços. Alcançando um grande número de consumidores fiéis ao longo do processo.

Neste processo, são recolhidas informações valiosas sobre o consumidor e sobre os aspectos a serem melhorados. Fazendo com que os investimentos em melhorias sejam mais certeiros. A aplicação do UX Design envolve – mas não se limita – às pesquisas sobre o perfil e comportamento do usuário, a mensuração e coordenação de interações físicas e cognitivas. Assim como a coordenação, projeção e desenvolvimento de processos para facilitar a experiência e satisfazer o usuário.

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Qual a importância do profissional de UX?

“Esta não é uma tarefa de todos os designers, engenheiros, arquitetos, programadores e etc?”

O UX Design sempre existirá, sendo planejado ou não, pois o usuário sempre terá uma experiência ao interagir com um produto/marca/serviço. Por isso, é necessário que exista um profissional dedicado exclusivamente ao estudo da interação pessoa X produto, ou, produto X máquina. Pois caso esta interação seja negligenciada, ou colocada em segundo plano por profissionais dedicados primariamente às outras áreas, o produto final pode não obter sucesso.

Quando a experiência do usuário não é o centro do planejamento e desenvolvimento, podem surgir produtos/serviços com ótimas funcionalidades mas que são rejeitados por seus usuários. Isto ocorre porque as pessoas, ao invés de avaliarem de forma consciente as características e funcionalidades de um produto, percebem a experiência da interação com este.

Para o profissional que deseja trabalhar nesta área, é possível partir de diversas formações que irão auxiliar nas suas atividades. O gráfico abaixo mostra, em nível de importância, quais áreas são mais significativas para o trabalho do UX designer.

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Mas, enquanto um designer de moda pode entregar uma peça de roupa e um designer gráfico pode entregar um layout, o que um UX designer pode apresentar para o cliente?

É importante saber que o trabalho do UX designer é baseado em pesquisas e testes. Por isso, para cada situação, este profissional pode apresentar propostas diferentes, dependendo da etapa em que o projeto se encontra e para que/quem ele se destina. Uma pesquisa feita pelo grupo Nielsen, mostra, em ordem de uso, os elementos que são geralmente apresentados por profissionais de UX design em suas propostas:

Wireframe estática:

Guia visual que representa a estrutura da página e a hierarquia dos principais componentes.

Prototipação interativa:

Simulação da navegação e das funcionalidades, por meio de um layout acionável.

Fluxograma:

Organização das informações e interações.

Mapa de site:

Diagrama das páginas de um site organizadas por hierarquia.

Relatório de usabilidade/analytics:

Com a análise de métricas do Analytics, é possível identificar o que pode ser melhorado na navegação.

Biblioteca de padrões ou guia de estilos:

Uma lista de exemplos dos padrões de interação a serem utilizados.

Mapa da jornada do usuário ou storyboard:

Este diagrama é um documento que mostra os passos que o consumidor dá, na interação com o serviço/produto.

Relatório de análise competitiva:

Relatório de análise dos produtos dos concorrentes.

Mockup visual de alta fidelidade:

Representação visual detalhada do produto final.

Mapa de sistema ou modelo conceitual:

Este mapa contém informações que apontarão as regras de um sistema.

Sistemas de resultado de rastreamento:

Análise do movimento dos olhos do usuário ou mouse durante a interação com o produto. Mostra partes da interface que mais interessam o usuário. Esta análise é feita utilizando códigos, que gravam de forma numérica ou gráfica os dados de uso do site. Como exemplo podemos citar a quantidade de pessoas que permaneceram em uma determinada página, que utilizaram a barra de rolagem, clicaram em um botão, entre outras opções personalizáveis.

Personas:

Criação de um personagem fictício, que representa o cliente ideal. Este personagem é criado para destacar dados demográficos, comportamentais, necessidades e motivações, em uma jornada de compra.

Protótipo em papel:

Representação do produto com suas funcionalidades representadas em papel.

Auditoria de conteúdo:

Lista dos conteúdos que estarão contidos no produto.

Mood board:

Conjunto de imagens como referência para o estilo visual do produto.

Por que a experiência do usuário é importante?

Mesmo antes dos dispositivos móveis, a experiência do usuário já era fator decisivo na utilização de produtos e interfaces em geral. O entendimento desta experiência é importante para as empresas, porque contribui de forma direta para o aprimoramento dos mecanismos e, consequentemente, para a visão mais positiva do produto ou serviço, pelo consumidor.

Com o crescimento do mercado mobile, a experiência do usuário passou a ser ainda mais complexa e importante para as marcas, uma vez que ela norteia todos os pontos de contato do público-alvo com a marca. É importante então apresentar interações amigáveis, que não exijam esforço cognitivo demasiado de um consumidor que já está saturado de informação.

É importante que você saiba

Uma pesquisa feita pela On3 Software Development, mostra que 9 em cada 10 consumidores trocariam uma marca por seu concorrente após uma má experiência de uso. Em se falando de investimento, foi percebido que as empresas que investem em UX conseguem um aumento de 37% em sua receita.

Ter noções de UX Design é também imprescindível para profissionais que não trabalham diretamente na área. Desenvolvedores, arquitetos, designers, engenheiros e profissionais de marketing e comunicação, precisam entender um pouco da experiência do usuário. Isso porque são os princípios de UX que irão contribuir para o sucesso de seus projetos.

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Para os administradores, vale a pena investir em UX Design?

Este mercado não para de crescer e irá se expandir muito mais. Milhares de empresas já perceberam os benefícios da aposta e vêm obtendo um aumento exponencial na qualidade dos seus produtos/serviços e, consequentemente, na receita.

Quando o UX Design é aplicado desde o início do processo, é possível reduzir pela metade o tempo perdido com retrabalho. Se estes erros forem evitados no começo, podem ser corrigidos de forma mais barata, do que erros corrigidos após a conclusão do projeto.

Isto ocorre porque o UX design traz o usuário para o centro do processo, compreendendo suas necessidades e limitações, fazendo com que o produto final seja desenvolvido em cima destas informações. Durante o processo de desenvolvimento, é possível realizar testes com usuários e observar esta interação. Desta maneira, é possível identificar obstáculos e dificuldades e corrigi-los antes que se multipliquem.

Um investimento constante

Mesmo após a conclusão e entrega do produto final, o trabalho do UX designer é constante, aperfeiçoando as interações do usuário com o produto, acompanhando as mudanças de comportamento e também as evoluções mercadológicas e tecnológicas.

  • O UX design pode ser responsável por evitar 80% dos erros e por auxiliar de forma direta o trabalho de SEO do website;
  • Enquanto 70% dos projetos falham devido à falta de aceitação do usuário, 94% do que é percebido pelo usuário é relacionado ao Design;
  • O UX design é responsável por um aumento de 80% nos KPIs. (key performance indicators, ou Indicadores-chave da performance do projeto);
  • No caso de E-Commerces, adaptar a plataforma para dispositivos móveis pode gerar um aumento de até 70% nas vendas;
  • Porém, apenas 3% dos websites são rápidos e responsivos ao mesmo tempo (adaptados para dispositivos móveis);
  • Uma pesquisa feita pelo grupo Norman Nielsen encontrou um retorno de 83%, quando 10% da verba de desenvolvimento era alocada para UX design.

Como é o mercado para o UX Designer?

O mercado de UX design está em ascensão, o que atrai muitos profissionais interessados em trabalhar nesta área. Quem está iniciando na área deve se manter atualizado com as constantes mudanças tecnológicas e pesquisas na área.

Confira alguns dados deste mercado:

  • Segundo pesquisa feita pelo UXPA São Paulo com 247 UX designer, a maior parte começou como autodidata (40%) ou aprenderam conforme trabalhavam na área (37%). Porém, os mesmos profissionais estão fazendo, ou já fizeram, pós graduação na área (45%);
  • As empresas que mais contrataram UX designers são agências de publicidade, seguidas por clientes de agências e consultorias;
  • Os nomes para os cargos que trabalham com UX design podem variar. Quem trabalha com UX Design, pode ser chamado de arquiteto de informação, designer de experiência do usuário, designer de interação, entre outros. Confira a pesquisa completa no UX Blog;
  • A média salarial nacional é de R$4.825, segundo o site Love Mondays.

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Conforme a área de UX design continua a ganhar relevância, ela deixa de ser um diferencial, para tornar-se um recurso obrigatório. Grandes empresas estão investindo em pesquisa e desenvolvimento, fazendo com que os usuários se acostumem com interações cada vez mais intuitivas. Assim o investimento nesta área está se tornando essencial. Resultando em um desempenho muito mais satisfatório, tanto em aumento de receita, como na reputação da marca.

Têm dúvidas ou sugestões de assunto? Mande pra gente.

Até a próxima.

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Rafaela de Souza da Silva

Rafaela de Souza da Silva

UX Designer

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