O que o mercado espera de um profissional de BI - Blog Raffcom
 O que o mercado espera de um profissional de BI

O que o mercado espera de um profissional de BI

Mesmo depois de conhecer as 5 ferramentas de Business Intelligence (BI), as pessoas ainda tem dúvidas do que fazer com tantos dados e informações reunidos em um só lugar. Paralelo a isto, surgem muitos questionamentos como “Por onde devo começar?”, “Qual informação é importante?”, “O que não devo considerar?” e “O que o mercado espera de um profissional de BI?”.

Mais do que nunca, o mercado, ou melhor dizendo, as pessoas precisam de informações relevantes e qualificadas para tomarem decisões baseadas em um cenário assertivo, que as oriente e mostre o melhor caminho a ser trilhado.

Para facilitar o seu entendimento, separamos as principais atividades que auxiliam na coleta e organização inteligente de informações. Confira:

Missão do profissional de BI

  1. Elaboração de pesquisa de tendências de mercado;
  2. Acompanhamento de inovações tecnológicas e marketing digital;
  3. Organização e tratamento de informação;
  4. Monitoramento de mídias sociais (MMS);
  5. Análise preditiva;
  6. Análise da concorrência;
  7. Coleta e análise de dados;
  8. Planejamento, respeitando sazonalidade de cada segmento.

Dica: obtenha mais informações sobre cada uma dessas ações no post sobre O que um profissional de BI faz.

Ou seja, para entregar projetos qualificados, o profissional de BI, precisa estar atento às tendências de mercado, de comportamento, de consumo e de tecnologia.
Por este motivo, a seguir vamos apresentar as principais novidades do mercado.

Future BI

A inteligência de dados vem passando por uma transformação e, com o auxílio do Big Data e Dispositivos de Internet das Coisas (IdC), deixa de ser uma análise reativa, que acontece quando você olha para o passado para entender o comportamento do usuário ou detectar tendências, para se tornar uma análise pró-ativa, que lhe fornece alertas em tempo real sobre os principais pontos que precisam ser otimizados, por exemplo.

Segundo Gartner, até 2018, mais da metade de todas as grandes empresas ao redor do mundo utilizarão dashboards (painéis) específicos, com algoritmos avançados para competirem frente à concorrência. 75% dessas empresas farão investindo em Big Data e 70% delas estará fazendo análises preditivas em tempo real.

Para isso é necessário contar com o auxílio de ferramentas de BI, que vão atender à necessidade de calcular as tendências, prever resultados potenciais e fazer recomendações.

O futuro do BI está pautado na inteligência artificial, que fornecerá respostas e alertas de modo instantâneo e automatizado. Você já pensou na possibilidade de receber relatórios do tipo “Quais produtos foram mais vendidos nos últimos três meses?”, “Qual região teve o menor número de vendas?” ou “Quais são os clientes ou regiões mais propensas a comprar determinado produto?”.

Esses conselhos inteligentes serão reais e darão auxílio aos analistas para a tomada de decisões baseadas em dados qualificados.

Tendências estratégicas do setor de BI


Outro ponto importante, que o profissional de BI precisa ficar atento, é a “Malha Digital Inteligente”. Segundo Gartner, esta é uma tendência tecnológica estratégica com grande potencial disruptivo, de rápido crescimento e com alto grau de volatilidade.

As tecnologias que estão preparando o cenário para o uso da Malha Digital Inteligente são:

Aplicativos (apps) inteligentes

Realiza funções de assistente pessoal virtual, como priorizar e-mails, destacando os conteúdos e as interações mais importantes. Quando tem foco especializado no cliente, esses assistentes tem função de realizar tarefas de suporte e de vendas.

Realidade Virtual (VR) e Aumentada (AR)

Irão se juntar para conduzir o fluxo informacional de maneira mais efetiva. O objetivo é formar serviços hiper personalizados e relevantes, que sejam integrados com a Internet das Coisas e que proporcionem experiências isoladas e únicas. 

Machine Learning (Aprendizado de Máquina)

As técnicas inovadoras começam a substituir os algoritmos tradicionais por aqueles que entendem, aprendem, preveem, se adaptem, registrem dados da jornada do cliente e, possivelmente, trabalhem de forma autônoma.    

Tendências de comportamento e consumo do brasileiro

Segundo o relatório de tendências de consumo da Mintel e WGSN, é importante que as marcas estejam atentas a essas mudanças, pois os hábitos de consumo estão sendo impactados diretamente pela situação econômica, política e ambiental em que o país se encontra.

Portanto, é o momento ideal para as marcas se posicionarem no mercado como aliadas de causas que busquem a transformação social, política e ambiental.

Pechincha

  • Aluguel de produtos de luxo ou com alto valor agregado;
  • Troca e aluguel de produtos;
  • Aumento do consumo colaborativo;
  • Economia colaborativa ganha escala.

Insight: As marcas precisam mostrar cada vez mais o quão preocupadas estão com as interações sociais e como podem contribuir para criar uma atmosfera social.

Sede por mais

  • Aumento no consumo de produtos energeticamente eficientes – aqueles que economizam água e energia, mas também auxiliam na diminuição de custos;
  • Sustentabilidade se traduz em lucro;
  • Inovações ecológicas mais inteligentes;
  • Venda de produtos com defeito, por um preço menor. Ideia de que tudo pode ser reutilizável.

Insight: As marcas que oferecem aos clientes um valor real por itens reciclados ganham posicionamento no mercado. 1/4 (25%) dos consumidores em geral se importa com produtos biodegradáveis. 2 a cada 5 brasileiros (39%) valorizam e compram de marcas que não agridem o meio ambiente. A oportunidade ideal para as marcas trabalharem essa mensagem.

Ocupe Brasil

  • Marcas que apoiam causas públicas, como “Vem pra rua”, aproveitam esse momento para engajar o público com a marca, passando uma mensagem de bem-estar. É o caso do suco Tang, que incentivou as crianças a se unirem para conquistarem mais e tornarem o mundo um lugar ainda melhor;
  • Marcas devem levar a responsabilidade social corporativa a outro nível, empoderando os consumidores, permitindo que eles sejam os condutores da mudança positiva dentro da comunidade através do seu processo criativo;
  • Marcas devem auxiliar os seus clientes a enaltecerem a voz e transmitirem sua mensagem.

Insight: 23% dos consumidores da geração Y compram de marcas que patrocinam programas interessantes em sua cidade ou bairro. 11% dos consumidores afirmam ser influenciados pela avaliação de produtos.

Famílias alternativas

  • Novo formato de lares, com mudança de estereótipo para gênero, idade e etnia;
  • Mensagens inclusivas funcionam para fortalecer a relação cliente-marca;
  • Aumento no consumo de produtos práticos e multitarefa;
  • As marcas precisam acompanhar as mudanças que estão acontecendo na estrutura familiar.

Insight: A população no Brasil está envelhecendo, em São Paulo o número de consumidores com idade superior a 60 irá dobrar até 2030, segundo senso do IBGE de 2014. O número de filhos no ano de 2000 era de 2,39 por família, em 2013 caiu para 1,77. Marcas que apoiam diferenças culturais e demográficas são apoiadas por 13% dos consumidores.

Animais de estimação são considerados parte da família, ultrapassando o número de crianças nos lares brasileiros. Segundo IBGE 2015, são mais de 52,2 milhões de cachorros no Brasil, enquanto o número de crianças entre 0-14 anos chega a 44,9 milhões. Os animais de estimação são considerados ótimos companheiros e muitos dos consumidores estão optando por eles. Cada vez mais mulheres entram no mercado de trabalho e, consequentemente, essa estatística leva os homens a se envolverem mais nas tarefas de casa e na educação dos filhos.

Consumidor High-Flex

  • Esse novo perfil de consumidor não está preocupado com estereótipos, ele abraça a diversidade e celebra a beleza da imperfeição, ou seja, são mais tolerantes, criativos e propensos a escolher por marcas mais desprendidas;
  • Agora, todos têm a oportunidade de se tornarem influenciadores nas redes sociais, seja no Instagram ou no Pinterest.

Insight: O consumidor High-Flex é participativo e as marcas devem convidar os usuários para o processo criativo de suas campanhas. A entrada do cliente no processo de co-criação melhora a sua experiência e inspira engajamento. Ou seja, as marcas devem investir mais na experiência do usuário, ao invés de confiar apenas na divulgação dos produtos.

Estes são alguns exemplos de assuntos que o profissional de BI precisa se ater para fornecer ao mercado. Acompanhar as tendências do momento, além de ter conhecimento sobre as mudanças de comportamento e as características de novos grupos, é extremamente importante para as empresas que querem se manter competitivas em um cenário de instabilidade.

Acompanhe as próximas postagens aqui no Blog da Raffcom e esteja informado acerca das novidades do mercado digital.

Nos vemos em breve, até logo!

REFERÊNCIAS

O futuro do Business Intelligence está na Inteligência Artificial
Gartner aponta tendências estratégicas para 2017 na área de TI

Cadastre seu e-mail
I agree to have my personal information transfered to MailChimp ( more information )
Coloque o seu e-mail ao lado para receber as atualizações do blog!
Fique tranquilo, pois nós também odiamos spam. Seu endereço de e-mail não será vendido ou compartilhado.
Natan Amboni de Souza Analista de Business Intelligence

Natan Amboni de Souza

Analista de Business Intelligence

blog@raffcom.com.br

Continue lendo

O que é Business Intelligence (BI)?

Diante de um cenário em constante mudança, da imensidão de dados gerados e da cobrança por decisões mais produtivas, o Business Intelligence (BI), ou Inteligência de Negócios, surge para auxiliar gestores e empresas na elaboração de estratégias mais assertivas. Para compreender esta geração, que nasce conectada à internet e aos smartphones, o business intelligence reúne os dados […]

LinkedIn Ads tem resultado?

Se a sua empresa ainda não anuncia nesta rede social, vamos te apresentar alguns argumentos para comprovar como é possível gerar resultados relevantes com o LinkedIn Ads. O LinkedIn é uma das redes sociais que mais cresceu nos últimos anos, atingindo a marca de 500 milhões de usuários ativos. Destes, 29 milhões são brasileiros, colocando […]

5 tendências de Business Intelligence (BI) para 2018

Nos últimos anos, o surgimento de várias tendências influenciou significativamente no modo como as organizações trabalham, interagem, comunicam, colaboram e se protegem. Segurança de dados, inteligência artificial (AI), armazenamento em nuvem são os principais impulsionadores dessa evolução tecnológica. E não seria diferente no uso de softwares e tecnologias para Business Intelligence (BI) e  Web Analytics. […]