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 As tendências tecnológicas para os próximos anos

As tendências tecnológicas para os próximos anos

Já estamos em 2017 e muitas das tecnologias presentes no nosso cotidiano ainda parecem absurdamente complexas e difíceis de serem entendidas. E isso não é nem o começo. As grandes empresas vêm investindo fortemente em projetos ousados. Por isso, as tendências tecnológicas para os próximos anos prometem transformar o nosso dia a dia em um filme de ficção científica. Só que real!

O post de hoje é um apanhado dessas tendências, apontadas por empresas de consultoria como a Gartner, que desenvolve tecnologias relacionadas à introspecção necessária para seus clientes tomarem decisões. A promessa é que, cada vez mais, o mundo físico e o digital se tornem um só, através de dispositivos que se comuniquem uns com os outros, como em uma rede neural.

Malha de dispositivos

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A malha de dispositivos estabelece a base para uma nova experiência de usuário contínua. Ela caracteriza-se por um extenso conjunto de pontos utilizados para acessar aplicativos e informações. Ou então para interagir com pessoas, redes sociais e empresas, que vai além dos meios tradicionais.

Na malha de dispositivos estão incluídos dispositivos móveis, wearables, aparelhos eletrônicos de consumo e domésticos. Além de dispositivos automotivos e ambientais, como os sensores da Internet das Coisas (IoT).

Internet das Coisas (IoT)

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Nascido em 2008, o conceito de “Internet das Coisas” se refere a uma revolução tecnológica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores. De acordo com estudos feitos pela Cisco, até 2020, 50 bilhões de dispositivos terão acesso à web.

Para determinar como o conceito de Internet das Coisas é constituído, há três componentes que precisam ser combinados: dispositivos, redes de comunicação e sistemas de controle. Os dispositivos são os celulares, as geladeiras, as lâmpadas e relógios equipados com chips, sensores e antenas.

As redes de comunicação são os meios pelos quais esses dispositivos se conectam, seja por meio de Wi-Fi, Bluetooth ou NFC. Por fim, a troca de dados entre dispositivos e redes de comunicação precisa ser processada. É neste momento que entram os sistemas de controle. Esse sistema pode ser um serviço em nuvem, que garante o acesso a ele a partir de qualquer lugar, ou um serviço M2M, máquina a máquina.

Wearables

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As roupas inteligentes, em poucos anos, deixarão de ser acessório para se tornar uma extensão do nosso corpo. De acordo com a Berg Insight, empresa de BI, ainda no ano de 2017 serão vendidos 64 milhões de dispositivos wearables no mundo todo.

Dois exemplos dessa tecnologia, que provavelmente você já ouviu falar, são o Google Glass e o iWatch, da Apple. Mas os wearables não se resumem somente a óculos ou relógios inteligentes. Essa nova tecnologia de “vestir-se” estará presente em uma ampla gama de produtos. Incluindo tatuagens, lentes de contato, calças, camisas, tênis, soutiens e até coleiras.

DuoSkin

A tecnologia DuoSkin é descrita pelo MIT como “um processo” que recorre à folha metálica para criar tatuagens inteligentes que funcionam como wearables. Com a ajuda de um chip de NFC, essas tatuagens transformam a pele em uma interface para controlar dispositivos móveis ou um monitor.

Lifeband Touch

A Lifeband Touch é uma pulseira fitness que serve para monitorar atividades físicas. Com o diferencial de ser compatível com qualquer aparelho com Android 4.2 ou superior. Ela possui três tamanhos diferentes de pulseira, além de uma tela OLED brilhante com tamanho de 0,9 polegada, totalmente touch.

Rusty Wired Serie

Até as roupas terão acessórios integrados. Como é o caso do agasalho da Rusty que vem com fones de ouvido à prova d’água, acoplados aos cordões da roupa, com tecnologia wearable.

Skully Helmet

O Skully Helmet é o primeiro capacete de moto wearable com realidade aumentada. Ele vem com um visor eletrocrômico, que possibilita o controle da transparência, protegendo a visão da incidência abundante de luz. Outro ponto que merece destaque é a presença de uma câmera digital na parte de trás do capacete. Com ângulo de visão próximo de 180 graus, a câmera praticamente elimina os pontos cegos do piloto. Além de possibilitar a visão traseira.

Além disso, há um display na parte interna para exibir a imagem da câmera ou um mapa para guiar o motociclista curva a curva. O capacete também recebe comandos de voz e, pelo Bluetooth, se conecta ao smartphone para usar o serviço de streaming de música.

Carros autônomos

Os carros autônomos começam a deixar a fase de testes para se tornar parte do cotidiano dos motoristas. Em 2017, a Volvo irá iniciar na cidade sueca de Gotemburgo a avaliação com uma frota de 100 utilitários esportivos XC90 autônomos. Eles serão guiados por motoristas comuns, selecionados entre os clientes da marca. Já a Ford pretende produzir carros sem volante e pedais em 2021, mesmo ano em que a BMW prevê ter carros completamente autônomos.

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A ideia é que, quando essa tecnologia puder ser aplicada de forma completa, o motorista seja um ocupante do carro, podendo aproveitar o tempo do trajeto para fazer outras coisas. Como trabalhar ou relaxar, sem se preocupar com a estrada. Enquanto isso, o carro usará computadores que interpretam dados por radares e sensores, para verificar o trânsito, os obstáculos, o caminho a ser seguido e a velocidade.

Um longo caminho pela frente nas tendências tecnológicas

A comercialização desses veículos, no entanto, não depende só da tecnologia, mas de leis que autorizem e determinem regras para o sistema. Além de preparação de infraestrutura para as cidades conviverem com os carros autônomos. Alguns países, como os EUA, o Japão e a Suécia, por exemplo, permitem testes com carros autônomos em ruas e estradas, desde que haja uma pessoa dentro do carro para assumir o controle se necessário.

As grandes montadoras, como a Tesla, BMW, Google e Volvo ainda possuem um longo caminho a seguir. No entanto, os carros autônomos já são capazes de realizar inúmeras funções.

Já é possível detectar e alertar sobre a mudança não intencional de faixa, sinais de sono, pneu com baixa pressão e ponto cego. Também já é possível ensinar a dirigir de forma mais econômica, acionar farol e limpador de para-brisa, frear automaticamente, para evitar colisão, manter uma velocidade pré-selecionada, estacionar sozinho, ligar para o resgate ao perceber que o motorista não reagiu após uma batida, alterar a suspensão ao ler curvas ou obstáculos e dirigir sozinho seguindo o carro da frente, em velocidade baixa.

Robôs sociais

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Carismáticos, inteligentes e prestativos, os robôs sociais também farão parte do dia a dia das pessoas nos próximos anos. Segundo um levantamento da BI Intelligence, esse nicho crescerá 17% até 2019 e, nesse mesmo ano, terá movimentado US$ 1,5 bilhão. Alguns modelos já estão à venda ou sendo lançados, como Pepper, Buddy e Zenbo, graças às oportunidades trazidas pelas plataformas de crowdfunding (financiamento coletivo).

Em muitos aspectos, os robôs são também uma extensão do smartphone e de outros aparelhos da casa, com os quais se conectam. Muito em breve, vão se juntar a outros gadgets para nos lembrar de eventos importantes, monitorar a casa, transmitir mensagens ou pesquisar receitas na hora de cozinhar.

Pepper

Com mil unidades vendidas em menos de um minuto após seu lançamento, o robô Pepper é capaz de reconhecer emoções e agir de acordo com elas. Tudo indica que o segredo para a aceitação de robôs domésticos está nesta característica. O robô também pode conversar, dançar, sugerir exercícios de relaxamento, ficar feliz quando elogiado, dar boas-vindas quando você chega em casa, rir com você de uma piada, entre várias outras ações.

Jibo

O Jibo não é capaz de andar, mas pode contar histórias para crianças, executar ordens para tirar fotos, realizar videoconferências. Ele também pode ler mensagens assim que você chegar em casa, te lembrar de compromissos ou exibir o passo a passo de uma receita enquanto você cozinha. Como um companheiro doméstico.

Buddy

O Buddy também tem a proposta de ser um assistente de casa: ele acende as luzes, atende ao telefone, dá lembretes, lê e-mails, atua como despertador, etc. Assim como o Jibo, o Bubby tem uma tela na cabeça para exibir diversos tipos de informação e, claro, um rosto. A diferença é que o rosto que aparece ali imita olhos e boca. Desta forma, ele é capaz de expressar várias emoções. Viu só como essa é uma característica importante?

Cozmo

Através da inteligência artificial, foi possível criar o Cozmo, um indivíduo pequeno dotado de mente própria. Cozmo é um robô cheio de personalidade, que explora o mundo, joga jogos, fica curioso, planeja atividades e aprende.

Crowdfunding

As plataformas de crowdfunding são uma das tendências apontadas para os próximos anos. Esses aplicativos e sites de financiamento coletivo surgiram como alternativa aos mecanismos tradicionais de captação de recursos, para financiar todas essas tecnologias que citamos até agora.

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A prática, que é uma evolução da boa e velha “vaquinha”, começou a tomar forma em 2005 e ganhou escala a partir de 2009, com o lançamento do Kickstarter nos EUA. No Brasil, fincou raízes em 2011, com o lançamento de diversas plataformas como Catarse e Benfeitoria.

O crowdfunding também é uma boa maneira de testar se uma startup está começando pelo caminho certo. Ou então se um produto consegue ganhar a simpatia das pessoas a ponto de animá-las a colaborar para que o projeto prospere.

Kickstarter

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Criado em Nova York pelo músico Perry Chen, pelo jornalista musical Yancey Strickler e pelo designer Charles Adler, o Kickstarter conta, atualmente, com 109 funcionários. A plataforma já ajudou a financiar a execução de mais de 80 mil projetos criativos. São mais de 8,2 milhões de doadores de todas as partes do mundo, totalizando um montante que supera o valor de  US$ 1,6 bilhões de dólares.

Catarse

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O Catarse é a primeira plataforma de crowdfunding do Brasil que possibilita o financiamento de projetos criativos. Desde que foi lançado, em 17 de janeiro de 2011, o Catarse já repassou mais de R$ 5 milhões de reais para mais de 500 projetos espalhados por todo o território brasileiro. Até agora, mais de 50 mil pessoas já apoiaram algum projeto.

Realidade virtual

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Diversas empresas grandiosas estão com os olhos voltados para a tecnologia da realidade virtual. Prova disso é a notícia de que a empresa britânica ARM, de microprocessadores, vai colocar no mercado processadores que permitirão que smartphones funcionem com realidade virtual e realidade aumentada ainda este ano.

Em sua forma mais corriqueira, a realidade virtual funciona através de estímulos visuais e auditivos, que enganam os sentidos de um usuário, por meio de um ambiente virtual, criado a partir de um sistema computacional. Ao induzir esses efeitos, a realidade virtual permite a imersão completa em um ambiente simulado, com ou sem interação do usuário.

O Google, por exemplo, lançou o Tilt Brush, um pincel especial que, combinado com os óculos de realidade virtual, permite que os usuários pintem em imagens im-pres-sio-nan-tes em 3D. Já o PlayStation VR, da Sony, promete transportar completamente o indivíduo para dentro de um jogo, com imersão total, tanto visual como auditiva.

VR games

E se existe algo que pode fazer sucesso com isso são os projetos dinâmicos de ambientes completamente preparados para games imersivos. Como, por exemplo, o que a Zero Latency está fazendo na Austrália:

E principalmente como o The Void, com base em Utah, nos Estados Unidos:

CableRobot Simulator

O CableRobot Simulator é capaz de movimentar seu usuário em alta velocidade por toda a extensão de uma sala, imitando o que está sendo mostrado em um dispositivo de realidade virtual, como o Oculus Rift.

The Bohemian Rhapsody Experience

Em parceria com o Google Play, a banda Queen lançou um aplicativo de realidade virtual para cardboard, inspirado na música Bohemian Rhapsody. O app traz acesso a uma versão remixada da música acompanhada de uma narrativa visual interativa. Praticamente uma viagem através da mente do vocalista Freddie Mercury.

Machine learning

A aprendizagem avançada de máquina é uma das áreas mais relevantes dentro da Inteligência Artificial. Nessa aprendizagem, as Redes Neurais Profundas (DNN) movem-se além da computação clássica mimetizando o comportamento de cérebro humano. Isso porque há uma série de atividades melhor desempenhadas por pessoas do que por computadores.

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Para uma criança, por exemplo, é trivial olhar duas imagens distintas contendo uma laranja e identificar a existência da laranja em ambas. Já para um computador, este é um problema longe de ser trivial. Se as pessoas conseguem fazer essa tarefa com tanta facilidade, por que não tentar imitar o nosso sistema cognitivo nos algoritmos?

Na programação tradicional, um programador escreve instruções explícitas, passo a passo, para o computador seguir. Com o aprendizado de máquina, os programadores não mais escrevem instruções para os computadores. Eles os treinam.

Se você quiser ensinar uma rede neural a reconhecer um gato, por exemplo, você não precisa dizer a ela para identificar bigodes, orelhas, pelos e olhos. Você simplesmente mostra a ela milhares e milhares de fotos de gatos.

O que tudo isso significa para os profissionais de comunicação?

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Objetos conectados irão gerar mais dados – utilize-os para criar melhores experiências. Faça recomendações com base em preferências. Explore a tecnologia programática para entregar anúncios relevantes em tempo real. Utilize insights gerados por dados para melhorar ainda mais o seu nível de atendimento ao consumidor.

O dispositivo móvel é o controle remoto das nossas vidas. Tenha certeza de que os seus clientes tenham uma ótima experiência com a sua marca através dos smartphones. Faça uso de contexto para tornar a experiência ainda melhor. Conteúdo relacionando a sua localização, anúncios com inventário local e compras em um único clique.

Os consumidores esperam conseguir o que desejam no momento em que querem. Pense sobre o que isso significa para o seu negócio – atendimento 24 horas? Entrega on demand? Estratégia de palavras-chave mais compreensiva? Faça das interações as mais rápidas, simples e fáceis possíveis e tenha certeza de que elas serão úteis em todos os momentos.

Está preparado para todas essas inovações tecnológicas? Deixe o seu comentário!
Até a próxima!

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